segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Legal se todas fossem assim

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Donna Glover
(foto), 40, lembra que um dia estava em super mercado quando sentiu um desejo irresistível de fazer sexo, não importasse com quem. Ali mesmo ela seduziu um homem e minutos depois ambos estavam em um canto discreto de um parque público.

Foi o primeiro ataque que essa inglesa da cidade de Barwell sofreu de uma síndrome rara descrita pela primeira vez nos anos 20 pelos médicos Klein e Klein.

A SKL (Síndrome de Keine-Levin) se caracteriza basicamente por três sintomas: sono excessivo, grande apetite e intenso desejo sexual, não necessariamente nessa ordem.

Quando entra em crise, Donna precisa ter relação sexual até dez vezes por dia para conseguir se acalmar.

“Eu me tornei uma predadora sexual”, disse ela ao News of the World. “É desesperador. Tenho de me satisfazer o quanto antes, não importa com quem. As pessoas acham que sou promiscua, mas é doença.”

Depois que a síndrome se manifestou, o marido de Donna pediu o divórcio.

Estima-se que uma pessoa a cada seis milhões sofra de SKL. Na maioria das ocorrências, a síndrome afeta homens adolescentes, o que torna Donna uma paciente mais peculiar. Nem todos os casos são registrados por causa da dificuldade do diagnóstico. Até 2004, havia 500 registros em todo o mundo.

Outro caso recente também ocorreu na Inglaterra, com Louisa Ball, 15, que dormia até por duas semanas seguidas. A doença também é conhecida como Síndrome da Bela Adormecida.

No Brasil, há registros de três casos entre 1962 e 2004.

Os médicos Dênio Lima e José Antônio Zagalo-Cardoso relataram na edição de Dezembro de 2007 da Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul um caso de um paciente brasileiro.

Tratava-se de um adolescente de 16 anos filho de pais separados de classe média baixa. O seu comportamento mudou bastante: ele tinha sonolência constante, andava pelado dentro de casa, beliscava a bunda da empregada e se masturbava no quarto com a porta aberta. Sua namorada ficou grávida, mas perdeu o bebê ou teria havido um aborto.

O jovem foi levado a um psiquiatra, que diagnosticou esquizofrenia. Como não era essa doença, os remédios prescritos não fizeram efeito.

A medicação foi suspensa, e o rapaz se curou espontâneamente após um ano pouco, a exemplo do que acontece com a maioria de quem sofre de SKL.

Ainda não se sabe ao certo a causa da doença, mas se descobriu que ela pode ser controlada com lítio.

Com informação do News of the World e Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul.


Comentário do Mechlank: Me apresenta essa loca ai, adoro mulheres com iniciativa

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